2014 – O ano da bitcoin!

Foi ao final de novembro que finalmente tive paciência (para não dizer “o saco”) para ler pela primeira vez um artigo sobre bitcoins. Para falar a verdade até este momento eu tinha até um certo preconceito com o tema. No auge da minha ignorância, eu achava que seria apenas mais um modismo na rede. Duas semanas depois lá estava eu na primeira fileira da primeira conferência de bitcoin da América latina em Buenos Aires.

Mas voltando ao artigo, lá estavam, os gêmeos Winklevosses estampados em uma foto estilosa na capa da matéria da revista Bloomberg de outubro. Não que os gêmeos do Facebook não tenham o seu mérito por carregarem tão elegantemente a bandeira da bitcoin mas o que realmente me chamou a atenção foi o fato da revista Bloomberg ser uma revista para profissionais do mercado financeiro.

Isso me intrigou pois ficou claro que algo estava acontecendo. Tudo bem que todo o agito sobre bitcoins tivesse aberto o tema ao público em geral, ávido por novidades na rede. Mas não estou falando de uma reportagem na Veja ou Times e sim em uma revista focada somente em traders, gestores de fundos de investimento, investment bankers e outros profissionais do mercado financeiro. Logo depois, viram os relatórios de grandes bancos de investimento sobre bitcoin.

Teria a primeira cripto-moeda virtual passado de modismo geek para ativo financeiro ou até moeda? A escalada na cotação da bitcoin contra todas as outras fiat currencies em 2013 sem dúvida sugere que uma mudança de paradigma pode estar ocorrendo.

A grande questão agora é se o que está causando essa escalada é uma sucessão de ondas especulativas ou se realmente existem fundamentos para suportar uma transformação econômica totalmente inédita. Algo que não pode não pode ser encontrado em nenhum livro acadêmico de economia ou finanças.

Quando analisamos os fundamentos para moedas tradicionais, emitidas por bancos centrais de nações soberanas, observamos variáveis macroeconômicas como taxa de juros, inflação e comercio entre países. Como analisar uma moeda sem fronteiras e sem inflação nem taxa de juros? Alguns analistas de grandes bancos de investimento estão utilizando parametros tradicionais de análise econômica de uma maneira criativa, como fez o analista da ML relacionando a velocidade de circulação da moeda virtual a seu fair value. De qualquer forma, a discussão sobre o valor (ou falta de) intrínseco da bitcoin parece estar tão perto de chegar ao fim quanto a busca do cálice sagrado.

Enquanto os especialistas discutem o sexo dos anjos, milhares de empreendedores ao redor do mundo continuam avidamente a criar ferramentas inovadoras e contribuir para a evolução do ecossistema bitcoin. Isso para mim é o verdadeiro fundamento da bitcoin. Se continuarmos nesse ritmo, não me surpreenderia se ainda neste ano de 2014, a bitcoin tome um papel significativo na economia global.

Um brinde a 2014 e que todos nós tenhamos Ano Novo cheio de saúde, paz e muitas bitcoins!!!

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